23 de mar. de 2008

De graça nem relógio trabalha!

No dia 28.02, o Sport Marketing noticiou a ida do Rei Pelé a Jundiaí, onde o atleta do século, em parceria com o Banco Fator, o clube Paulista de Jundiaí, o Litoral FC, de Santos, e o Lausanne, da Suíça está em vias de fato de construir o Campus Pelé (veja nosso arquivo de notícias). A previsão é que o Campus Pelé seja construído em uma área de 300 mil m2 ao lado da Fundação Antônio Antonieta Cintra Gordinho, no bairro Medeiros, em Jundiaí. Serão oito campos de futebol, apartamentos para acomodar 100 atletas, centro de medicina e até um museu do futebol. Mas, segundo os dirigentes, a obra está parada pelos órgãos ambientais. Tudo começou em 2007, quando o Paulista anunciou uma parceria de dez anos com o Banco Fator. Foi apresentado o projeto Campus Pelé. Segundo o acordo, o Paulista serviria de vitrine para os atletas revelados pelo Litoral e também emprestaria três jogadores anualmente ao time suíço, mas até agora, o projeto se resume à administração das categorias de base e do time profissional do Paulista. A fim de dar andamento ao projeto, Pelé esteve em Jundiaí. O Rei aproveitou e fez uma palestra para 230 meninos das categorias de base do Paulista e do Litoral numa demonstração que além de nomear o projeto, Pelé agora pretende se envolver diretamente na formação dos jogadores, principalmente como conselheiro, integrando o comitê responsável pela estratégia de investimento. O jornal Folha de São Paulo deste domingo relata a notícia e afirma que Pelé, autor da lei que extinguiu o passe no futebol brasileiro, lucrará financeiramente com as transações e receberá uma porcentagem, não revelada, do bolo a ser dividido pelos investidores. Vamos e venhamos, até parece que em algum lugar do mundo, contratos de naming rights e de troca de know how são igual a zero! Não é porque se trata de Pelé que os padrões de business têm que ser diferentes! De graça, nem relógio trabalha, quiçá o Pelé! Vale ressaltar que o Sport Marketing no dia 24.02 também noticiou em primeira mão a visita de Pelé a Abu Dhabi, onde pretende abrir uma escolinha de futebol. Alguém acha que vai ser de graça? Pelé hoje é ex-jogador que vive da marca que representa seu nome como outro qualquer. Se o projeto tem o know how e o nome Pelé, do ponto de vista de marketing esportivo ele tem sim direitos sobre isso. O resto é especulação para vender jornal.

Redação Sport Marketing