30 de mar. de 2008

Chama chega na China

A Chama Olímpica chegou na China em meio a grandes medidas de segurança. O avião fretado da Air China, patrocinadora dos Jogos, que conduzirá a Chama por todo o mundo aterrizou no aeroporto de Beijing, especialmente construído pelo BOCOG - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing - e foi recebida por Zhou Yong Kan, membro do Partido Comunista chinês encarregado dos assuntos legislativos. Liu Qi, presidente do BOCOG, que tinha recebido o fogo olímpico em Atenas, desceu as escadas do avião transportando lamparina com a chama, que foi transportada para a Praça de Praça da Paz Celestial, onde às 11h (local) realizou-se a grande cerimônia de boas-vindas. As medidas de segurança na Praça da Paz foram tão rígidas que não permitiram que a população se aproximasse do fogo sagrado. Depois da cerimônia do acendimento da pira na Praça, o fogo olímpico foi dividido em duas partes. Uma parte partiu para Lhasa, capital do Tibet, onde esperará que as condições meteorológicas permitam levar a Tocha ao Everest, e a outra viajará de avião para Almaty (Cazaquistão) onde começará o trajeto mundial da Tocha de 137 mil quilômetros por 19 países antes de retornar de novo a Beijing para a inauguração dos Jogos. A CCTV (China Central Television) transmitiu a chegada do avião fretado da Air China que trouxe a chama olímpica da Grécia para Beijing com um ícone no canto superior direito do ecrã indicando aos telespectadores que a emissão era ao vivo. Mas, na verdade havia um delay, um atraso de aproximadamente um minuto na transmissão. No dia 24, a CCTV cortou as imagens da cerimônia do acendimento da Chama em Olympia, na Grécia, para não exibir na China o momento em que manifestantes passaram pela segurança do local interrompendo o discurso do presidente do BOCOG - Comitê Organizador dos Jogos - Liu Qi. A CCTV utilizou imagens de arquivo do local da cerimônia em Olympia para substituir o momento em que três ativistas da organização "Repórteres sem Fronteiras" desenrolaram uma faixa negra de protesto contra a realização dos Jogos Olímpicos na China. Os tumultos tibetanos, a questão dos Direitos Humanos na China e a censura à liberdade de imprensa são alguns dos assuntos que ameaçam perturbar o percurso da Chama Olímpica.

Redação Sport Marketing