31 de mar de 2008

Arena do Grêmio conta com TBZ e construtora OAS

R$ 1 bilhão. Este será o investimento necessário para a construção do complexo que abrigará o novo estádio do Grêmio. A arena gremista, que adotará o conceito multiuso, com lojas, bares, shopping center e outros empreendimentos, será erguida no bairro Humaitá, na zona norte de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Duas empresas estão na ponta desse empreendimento em forma de consórcio: a empresa portuguesa TBZ e pela construtora OAS. A empresa de Portugal é especializada em administração de estádios e opera, entre outros, o Santiago Bernabéu, do espanhol Real Madrid. A escolha pela proposta apresentada pela TBZ e OAS foi embasada nas vantagens financeiras oferecidas. A Odebrecht, que também pleiteava a construção do projeto, queria dividir as receitas do estádio em 50% para cada parte, com a Grêmio Empreendimentos - companhia criada especificamente para o projeto - participando da captação de financiamento. Pelo acordo firmado com o consórcio vencedor, durante 20 anos o clube do Rio Grande do Sul ficará com 65% da receita do estádio - incluindo bilheteria, bares, venda de camarotes e publicidade. Os 35% restantes serão repassados ao consórcio. O clube não terá participação, no entanto, na verba obtida com os demais empreendimentos do complexo, com exceção do estacionamento. O projeto prevê ainda shopping center, hotel, prédios de escritórios, centro de convenções e estacionamento com 5 mil vagas. Com os 65% que o clube terá direito, o faturamento da agremiação será 160% superior. A arena gremista terá capacidade para 50 mil pessoas. "O projeto agrega receitas ao clube", afirma o vice-presidente de Planejamento do Grêmio, Eduardo Antonini. Segundo Antonini, o Olímpico, atual estádio do Grêmio, gera hoje receita anual de R$ 14 milhões e será implodido assim que a construção do complexo com novo estádio estiver concluída. Outra vantagem para o Grêmio é que o clube não vai precisar desembolsar nenhum centavo para a construção do novo estádio. O financiamento será buscado pelo consórcio, que além da TBZ e da OAS conta com o banco também português Efisa, a Cia Província de Crédito Imobiliário e a Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda. "O banco Efisa é quem dará as garantias (bancárias), e os sócios irão captar os recursos no mercado", diz Antonini em matéria publicada pela Gazeta Mercantil. O consórcio terá 90 dias para detalhar a proposta e apresentar um pré-contrato. A previsão é que as obras iniciem ano que vem e o estádio fique pronto em 2012. Com isso, ainda poderá sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, embora este não seja o objetivo principal do Grêmio.

Redação Sport Marketing