24 de fev. de 2008

Racing League e Champ Car juntas novamente

Após várias semanas de negociações entre os responsáveis dos dois campeonatos, Indy Racing League e Champ Car decidiram unir as duas competições norte-americanas de monopostos, pondo fim a um "divórcio" que durou uma dúzia de anos. Depois do acordo inicial, entre o fundador e presidente da IRL, Tony George (foto), e Kevin Kalkhoven, um dos diretores da Champ Car, assinado em Chicago, a unificação dos dois campeonatos deverá ser anunciada brevemente, ainda que outros responsáveis da CART World Series, Paul Gentilozzi e Dan Pettit, não tenham junto o seu nome ao acordo. Além da fusão, o comunicado não menciona maiores detalhes de como e quando o campeonato será operado, qual regulamento será adotado e nem qual canal irá transmitir as provas para Brasil. Para estes esclarecimentos será marcada uma coletiva de imprensa futuramente. A idéia da fusão começou a ser discutida desde o começo da temporada passada, quando Tony George apresentou uma proposta vantajosa para as equipes da Champ Car - um incentivo de US$ 1,2 milhões (cerca de R$ 2,1 milhões), além de motores da Honda e chassis Dallara sem custo algum, como é feito com todas as outras equipes que já disputam a IRL. "Este é um grande dia para as corridas de monoposto na América" - disse Bobby Rahal, dono de uma das equipes da Indy Racing League, três vezes campeão da Champ Car, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis e pai de um dos jovens talentos deste campeonato; Graham Rahal, que compete pela Newman/Haas Lanigan Racing team. "Aplaudo todos os que tornaram isto possível, mas quero agradecer especialmente aqueles que fizeram sacrifícios e concessões para assegurar o futuro das corridas nos Estados Unidos. Acredito sinceramente que este é o primeiro passo para restaurar a competição e as 500 Milhas de Indianápolis como no passado", acrescentou Rahal. Dessa forma, os Estados Unidos voltam a ter apenas uma categoria top de monopostos. A cisão aconteceu no final de 1995, quando os organizadores da CART se desentenderam com Tony George, dono do circuito de Indianápolis e detentor dos direitos da marca IndyCar. No ano seguinte nasceu a Indy Racing League, que levou consigo o prestígio das 500 Milhas de Indianápolis. A CART manteve o campeonato, que passou a ser chamado de ChampCar World Series. Nenhuma das duas categorias, no entanto, conseguiu se firmar, perdendo expectadores, equipes e pilotos para a NASCAR. Agora, diante de uma imimente quebra das duas operações e do crescimento paulatino da A1GP (Copa do Mundo da velocidade, na qual Emerson Fittipaldi tem uma equipe), elas decidiram voltar a se unir. Ainda bem que eles fecharam. Vai acabar com a confusão para os fãs e patrocinadores, porque haverá apenas um tipo de carro e motor, e todos correrão juntos. Que vença o melhor time - diz o veterano A.J. Foyt, tetracampeão das 500 Milhas de Indianápolis e dono da A.J. Foyt Racing, que compete na IRL desde 1996, quando a categoria foi criada. A notícia da unificação é ótima, mas algumas perguntas ficam no ar. Será que a IRL vai conseguir novamente colocar 100 mil pessoas nas tomadas de tempo como fez no passado e a Indy 500 voltará a ser o maior espetáculo dos fãs do automobilismo batendo as vendas da Nascar Daytona 500? Será que a IRL conseguirá vencer o marketing superior da Nascar que já marcou a ferro seu nome e produto no mercado? A bandeirada foi dada, mas existem muitos quilômetros a serem rodados pela nova IRL. A temporada da IRL, começa no dia 29 de março, em Homestead, Miami.