15 de fev. de 2008

Nike domina produção e tercerização de funcionários

A Nike domina atualmente 33% de toda a produção mundial de calçados desportistas. No ano de 2004, a produção mundial da empresa foi realizada por mais de 600 mil trabalhadores dispersos em 51 países, embora somente 24 mil empregos sejam diretamente contratados, em sua maioria radicada nos Estados Unidos, para funções como marketing, design, pesquisa, direção, e etc. A Nike terceiriza quase 95% dos trabalhadores envolvidos com a produção, utilizando-se do excedente global de mão-de-obra em condições de trabalho inferiores às verificadas no país da localização da matriz. Essas informações constam do estudo “A transnacionalização da terceirização na contratação do trabalho”. Trata-se de uma pesquisa preliminar sobre as transformações do trabalho no Brasil e no mundo, divulgada nesta terça-feira (12), por Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento. O economista da Unicamp destacou que a terceirização não gera emprego, apenas substitui o emprego direto. “O que gera emprego é a demanda na produção”, explicou. Essa substituição do trabalho direto está tomando traços mais fortes nos últimos anos.