22 de fev. de 2008

A guerra das marcas nos gramados

Visando uma maior exposição na Copa do Mundo de 2010, a guerra entre as marcas de materiais esportivos pelos gramados segue acirrada. Nike, Adidas e Puma são as empresas que mais disputam entre si os espaços nos campos de futebol e detém a maioria dos contratos. Desenham verdadeiras estratégias para estar entre as seleções mais importantes do mundo e garantir assim uma melhor visibilidade. Em 2006, por exemplo, a Nike vestiu oitos equipes : Brasil, Estados Unidos, Austrália, México, Holanda, Sérvia e Montenegro, Coréia do Sul, Ucrânia. A Adidas, além de patrocinar o evento e ser a dona da bola (Teamgeist), vestiu seis seleções: Alemanha, Argentina, França, Espanha, Japão e Trinidad-Tobago. Já a Puma vestiu doze das 32 equipes do Mundial: Irã, Arábia Saudita, Gana, Costa do Marfim, Togo, Angola, República Tcheca, Polônia, Suíça, Paraguai, Tunísia e a campeã Itália, que prorrogou o contrato até 2014, por 16 milhões de euros ano. Vale ressaltar, que a Puma vestiu todas as cinco equipes da África, um mercado em crescimento potencial, uma vez que o Mundial de 2010 será na África do Sul. A Adidas, dona da casa, investiu cerca de 200 milhões de dólares na mais ostensiva campanha publicitária da história da empresa alemã. Já a norte-americana Nike gastou um pouco mais da metade desse valor e atacou o patrocinador fechando contrato com algumas das mais famosas estrelas do futebol mundial. craques como: Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos, Thierry Henry, Ferdinand e Van Nistelrooy. Dos 736 jogadores inscritos na Copa de 2006, 273 era Adidas e 228 tinham contrato com a Nike. Recentemente, a Nike comprou a Umbro PLC por US$566 milhões em um negócio que será concretizado no próximo mês. Os produtos da Umbro são vendidos em mais de 90 países e fornece equipamentos e uniformes para as seleções nacionais da Inglaterra, Irlanda, Suécia e Noruega, seis times de Liga Principal inglesa e mais de 100 outros times profissionais no mundo.
Quando 2010 chegar, o duelo entre os fornecedores de materias esportivos terá mudado a imagem das camisas de muitos países. Estes dados fazem parte da obra Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros - selo COB/Cultural - editora Casa da Palavra.